Frota de motos supera a de carros em São Paulo; capital tem mais de 6,4 milhões de veículo A frota de veículos de São Paulo já passa de 6,4 milhões e está mudando: há menos carros e quase 5% mais motos. Além dos impactos no trânsito, o aumento da circulação de veículos também pesa no bolso dos motoristas. Isso porque o maior volume de veículos nas ruas eleva o consumo de combustível e os custos de manutenção e, no caso de taxistas e entregadores, pode resultar em menos corrida

Frota de motos supera a de carros em São Paulo; capital tem mais de 6,4 milhões de veículo A frota de veículos de São Paulo já passa de 6,4 milhões e está mudando: há menos carros e quase 5% mais motos. Além dos impactos no trânsito, o aumento da circulação de veículos também pesa no bolso dos motoristas. Isso porque o maior volume de veículos nas ruas eleva o consumo de combustível e os custos de manutenção e, no caso de taxistas e entregadores, pode resultar em menos corridas e, consequentemente, menos dinheiro no fim do dia. Segundo dados do Detran-SP, a frota ativa de veículos na capital é de mais de 6,4 milhões. Na comparação entre 2025 e 2026, o número de automóveis caiu. No ano passado, eram mais de 3,9 milhões, agora, são mais de 3,8 milhões. Já o número de motocicletas aumentou cerca de 5%. A maioria desses veículos tem entre 10 e 20 anos de uso, é de propriedade particular e utiliza álcool e gasolina como combustível. Recorde de trânsito Neste ano, São Paulo registrou o maior congestionamento desde 2020. Em 24 de junho, uma hora e meia antes do jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo de 2026, às 17h30, a cidade atingiu 1.532 km de lentidão, o maior índice do ano e o recorde dos últimos seis anos. Depois, às 18h, bateu novo recorde, com 1.690 km. Os dados são da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O recorde histórico, porém, continua sendo o de 5 de setembro de 2019, quando a cidade registrou 1.902 km de congestionamento. São Paulo tem recordes de trânsito intenso Reprodução Acidentes envolvendo motociclistas O estado de São Paulo registrou queda no número de mortes no trânsito no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Já a capital seguiu na direção oposta e apresentou aumento nas ocorrências fatais. Dados do Infosiga mostram que a alta na cidade foi puxada principalmente pelos acidentes com mortes envolvendo motociclistas, que registraram crescimento de 8,2%. Estado de São Paulo (1º semestre) Total de mortes: 3.051 (2025) 2.869 (2026) (-6%) Motociclistas: 1.345 1.327 (-1,3%) Pedestres: 664 662 (-0,3%) Ocupantes de automóveis: 620 536 (-13,5%) Ciclistas: 214 184 (-15%) Capital paulista (1º semestre) Total de mortes: 483 (2025) 489 (2026) (+1,2%) Motociclistas: 220 238 (+8,2%) Pedestres: 187 190 (+1,6%) Ocupantes de automóveis: 49 38 (-22,4%) Ciclistas: 13 13 (estável) A comparação mostra que, embora o estado tenha conseguido reduzir o número de mortes no trânsito, a capital paulista registrou piora nos indicadores, especialmente entre os motociclistas, que concentraram o maior aumento absoluto e percentual entre os grupos analisados.
Fonte: g1.globo.com