Imagem aérea da Represa Jaguari, que faz parte do Sistema Cantareira, capturada em 22 de setembro LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO Após registrar o setembro mais chuvoso da história da cidade de São Paulo, o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passa a operar na Faixa 2 (Atenção) a partir desta quinta-feira (1º). O sistema encerrou setembro com 41,1% do volume útil armazenado. Até quarta-feira (30), o Cantareira estava na Faix

Imagem aérea da Represa Jaguari, que faz parte do Sistema Cantareira, capturada em 22 de setembro LUIS MOURA/WPP/ESTADÃO CONTEÚDO Após registrar o setembro mais chuvoso da história da cidade de São Paulo, o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passa a operar na Faixa 2 (Atenção) a partir desta quinta-feira (1º). O sistema encerrou setembro com 41,1% do volume útil armazenado. Até quarta-feira (30), o Cantareira estava na Faixa 3 (Alerta), que limita a retirada de água para abastecimento a 27 m³/s. Como o armazenamento ficou entre 40% e 60%, o Cantareira passa, em outubro, para a Faixa 2, segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Nessa condição, a Sabesp fica autorizada a retirar até 31 m³/s de á. Em setembro, o volume armazenado no Cantareira passou de 325,56 bilhões de litros para 403,86 bilhões de litros um aumento de 78,3 bilhões de litros. Em termos percentuais, o armazenamento subiu de 33,1% para 41,1%. A recuperação acompanhou o volume recorde de chuva registrado na capital paulista. Até 15 de setembro, São Paulo havia acumulado 261,8 mm de chuva no mês, que se tornou o setembro mais chuvoso desde o início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 1943. A alta interrompeu uma sequência de cinco meses de queda no armazenamento. O maior nível do ano havia sido registrado em 25 de março, quando o Cantareira chegou a 44,11% do volume útil. A partir daí, o sistema perdeu água durante abril, maio, junho, julho e agosto e terminou o mês passado com 33,02% de armazenamento. Com a recuperação de setembro, o Cantareira voltou a ficar a cerca de três pontos percentuais do pico registrado em março. Em apenas um mês, o sistema recuperou 8,1 pontos percentuais de armazenamento. Agora no g1 O Cantareira O Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e também contribui para outros usos da água, entre eles o abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O sistema é formado por cinco reservatórios interligados Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro , com volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, o Cantareira também conta com a interligação entre a represa da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, no rio Paraíba do Sul, e a represa Atibainha. A estrutura ampliou a segurança hídrica da Região Metropolitana de São Paulo. Embora os reservatórios estejam localizados integralmente em território paulista, parte das águas que abastecem o sistema vem de rios de domínio da União, que têm nascentes e trechos em Minas Gerais e integram a bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
Fonte: g1.globo.com